Blonde é um retrato ficcional e ousado da vida de Marilyn Monroe. O filme é baseado no romance de Joyce Carol Oates.
Ele não é uma biografia factual. Pelo contrário, ele é uma alegoria intensa sobre a fama e o trauma.
A palavra-chave, Blonde, está no primeiro parágrafo. O filme se aprofunda na dor da mulher por trás do mito.
Norma Jeane e a Criação de Marilyn
A personagem principal é Norma Jeane Mortenson. Ela é a pessoa real por trás da estrela.
Norma Jeane busca amor e aceitação desesperadamente. No entanto, ela só encontra exploração e abuso.
A Infância Traumática
A infância de Norma Jeane é marcada pela instabilidade. Ela sofre com a ausência paterna.
Além disso, ela tem uma relação conturbada com a mãe. Esses traumas moldam a vida adulta da personagem.
O Nascimento da Deusa
A indústria de Hollywood transforma Norma Jeane. Ela se torna a sex symbol Marilyn Monroe.
Assim, Marilyn é a persona que o público adora. Todavia, Norma Jeane se sente perdida dentro da criação.
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Ana de Armas: Uma Transformação Magistral
A atriz Ana de Armas entrega uma performance excepcional. Ela interpreta a dualidade entre Norma Jeane e Marilyn.
Seu trabalho lhe rendeu uma indicação ao Oscar. De fato, a crítica elogiou muito sua atuação no filme.
A Conquista dos Trejeitos
Ana de Armas capturou a essência física de Marilyn. Ela reproduziu os gestos, a voz e o olhar da estrela.
Contudo, a atuação vai além da imitação. Ela revela a fragilidade emocional da personagem.
O Custo da Fama
Ana de Armas mostra o sofrimento de Norma Jeane. Ela expõe a constante dissociação da identidade.
Pois, a atriz transmite a sensação de ser um objeto. A humanidade de Norma Jeane é o ponto central.
A Abordagem Visual e Estilística de Blonde
O diretor Andrew Dominik opta por uma estética radical. O filme mistura preto e branco com cores vibrantes.
Essa mudança constante reflete o estado mental de Norma Jeane. Assim, a narrativa se torna um pesadelo visual.
A Câmera Intrusiva
A câmera de Dominik é frequentemente invasiva. Ela retrata a exploração de Marilyn pela mídia.
Portanto, o espectador se sente cúmplice da violência. O filme é desconfortável e perturbador de propósito.
O Erotismo e a Dor
O filme explora o erotismo com um tom sombrio. Marilyn é constantemente sexualizada e objetificada.
Apesar disso, as cenas mostram o lado destrutivo disso. A intimidade dela é invadida pelo público e pela câmera.
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Os Relacionamentos Destrutivos de Marilyn
A vida adulta de Norma Jeane é uma busca por uma figura paterna. Seus casamentos e romances são marcados pela frustração.
Ela se envolve com figuras poderosas e problemáticas. Consequentemente, esses relacionamentos a machucam.
O Atleta e o Dramaturgo
Joe DiMaggio (o ex-atleta) é possessivo e violento. Ele tenta controlar a imagem pública de Marilyn.
Pelo contrário, Arthur Miller (o dramaturgo) a oferece intelectualidade. No entanto, ele também se frustra com a fragilidade dela.
A Figura Paterna Perdida
Norma Jeane nunca encontra o pai que idealiza. Ela projeta essa carência em todos os seus amantes.
Dessa forma, ela permanece uma “filha abandonada” emocionalmente. O sofrimento é um ciclo que não se quebra.
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A Polêmica e a Visão do Diretor
Blonde gerou grande controvérsia desde seu lançamento. O filme foi criticado por seu foco excessivo no trauma.
Muitos consideraram a abordagem muito cruel com Marilyn. De fato, o diretor escolheu destacar o martírio da estrela.
O Intuito do Sofrimento
Dominik afirmou que a intenção era mostrar a dor. Ele quis expor o alto preço da fama.
Além disso, ele desejava criticar a sociedade machista. Ele buscou a empatia do espectador pelo sofrimento.
A Diferença do Livro
O romance de Oates, no qual o filme se baseia, é ficção. Ele usa a vida de Marilyn como ponto de partida.
Assim, as cenas mais chocantes não são factuais. Elas servem para ilustrar o trauma psicológico.
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O Legado de Marilyn Monroe
Blonde é um lembrete do sacrifício de Norma Jeane. Ela criou uma lenda que a consumiu por completo.
Marilyn Monroe se tornou uma das maiores estrelas. Portanto, seu brilho escondeu uma grande escuridão.
A Voz Silenciada
O filme dá voz à Norma Jeane que foi ignorada. Ela era uma mulher inteligente e sensível.
Pois, a sociedade só queria ver o sex symbol Blonde. Sua complexidade foi roubada pela imagem.
Conclusão
Em conclusão, Blonde é um filme poderoso e divisivo. Ele é uma experiência cinematográfica difícil.
O trabalho de Ana de Armas é o ponto alto indiscutível. Assim, ela humaniza a lenda de Marilyn Monroe.
Finalmente, Blonde não é fácil de assistir, mas é essencial. Ele nos força a confrontar o lado sombrio da idolatria.
























